Porque escrevi esse livro

Este não é mais um livro de autoajuda. Embora, talvez, você o tenha encontrado na seção de livros do gênero, não foi com essa intenção que eu o escrevi. Isto, porém, não significa que este livro não possa cumprir com o propósito de fazer você uma pessoa melhor – para si mesmo, para sua família, para a sociedade, para o nosso país e para o nosso planeta.

Esse é o primeiro parágrafo do meu livro, escrito em uma linguagem simples para pessoas que não são profissionais da área. Eu realmente não tenho a intenção de tornar ninguém especial, nem pregar que é fácil mudar o mundo. Embora eu creia que mudar o mundo não seja de todo impossível, no livro defendo pontos de vista que são fruto do meu aprendizado e das convicções que desenvolvi ao longo dos últimos 20 anos me envolvendo em projetos de desenvolvimento socioambiental, de combate à pobreza, de educação e de meio ambiente no Brasil e em diversos países. Por isso este livro foi escrito no tom de uma conversa particular, entre eu e você. Ao longo dessa conversa, recorro às leis da Biologia para explicar que nossa sociedade também é um organismo vivo. Ao abordar temas como a Epidemia da Solidão, fenômeno que tem sido observado por diversas instituições mundialmente e o relatório do World Economic Forum divulgado em 2019, aponto o quanto estamos falhando nas respostas coletivas para os problemas mundiais.

Argumento também que não é preciso ser super-herói ou milionário para se engajar em uma ONG ou patrocinar uma causa, além de falar sobre a Inteligência Espiritual, que não se trata de religião, mas que considero mais necessária do que a Inteligência Emocional para estes tempos. Por meio de exemplos concretos, apresento 7 maneiras de engajamento possíveis a qualquer um, independentemente de condição social ou financeira. Explico também o conceito de lucro social, para encorajar um investimento diferente, cujo retorno será a construção do futuro com o qual sonhamos.

Este livro é sobre o que vi ao longo desses anos em que me junto aos que abraçam o desafio de criar uma sociedade menos desigual e mais justa, no Brasil e no mundo. Quando me perguntam o que faço, antes de explicar meu trabalho, digo que sou um privilegiado porque sou pago para encontrar pessoas do bem fazendo boas coisas. Meu ofício é identificar essas pessoas, seus projetos e ajudá-las a ganhar escala e relevância. Aprendo muito com cada uma delas.

Por isso, este livro é uma conversa com a qual eu não pretendo ensinar nada. Apenas compartilhar, inspirar você a pensar e, se possível, a fazer algo a respeito dos temas sobre os quais vou discorrer. Se as coisas erradas no seu bairro, na sua cidade, no país ou no planeta lhe incomodam e se você gostaria de poder fazer algo a respeito, mas não sabe por onde começar, como fazer, nem sabe se vai dar conta, este livro é para você.

Se eu conseguir fazer você entender o papel que pode desempenhar por uma sociedade melhor e se você se engajar, a corrente que pretendo que este livro crie terá se expandido em mais um elo: o seu. É possível que ao final da leitura você conclua que este é, sim, um livro de autoajuda, porque talvez ele o tenha ajudado a dar um passo na direção de uma outra dimensão do pensamento e da consciência social.

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